É do meu amor que falo,
deste que não sei se vai ou se fica,
se escondo ou grito com vida
É do meu amor que temo,
que me sangre em palavras,
que me tomes sem permissão e siga
É deste que repousa em mim desde quando eu não era,
desde quando eu não sabia
que me apavora e some,
que me invade e habita
É do meu amor cabreiro,
deste sentir brejeiro, do falar desalinhado,
do exercer a culpa, de protelar sem calma
É deste sem ida, nem volta,
sem som e sem hora
É deste que já nem sei se fora,
que já nem sei se era,
Que já nem sei se tenho.
quinta-feira, 10 de março de 2011
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Sobre o presente e o passado
As vezes o passado responde com um sorriso escondido,
Com um brilho ofuscado no olhar
As vezes o presente se ressente, atende ao que se diz eloquente
Emudece com quem se fere, e chora como quem se esquece
Senta-se em frente ao presente e ri como quem tem
E se desespera como quem perde
As vezes o passado reclama, faz ponte na velha cama
E como quem ama ressoa perdido no ar
As vezes insiste, se abate, se ira e se divide
E com quem já não vive ergue uma bandeira de paz.
Com um brilho ofuscado no olhar
As vezes o presente se ressente, atende ao que se diz eloquente
Emudece com quem se fere, e chora como quem se esquece
Senta-se em frente ao presente e ri como quem tem
E se desespera como quem perde
As vezes o passado reclama, faz ponte na velha cama
E como quem ama ressoa perdido no ar
As vezes insiste, se abate, se ira e se divide
E com quem já não vive ergue uma bandeira de paz.
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Sobre ela
É só minha, impossível de ser calculada
impossível de ser medida
É profunda e amarga, tão solitária quanto meu silêncio
Não cabe em mais ninguém, rasga em meu peito, dilata e adormece
É insistente e revolta, estridente e apática
É minha quando me apodrece, me completa quando me estraga
Não quero tê-la e não quero dá-la.
impossível de ser medida
É profunda e amarga, tão solitária quanto meu silêncio
Não cabe em mais ninguém, rasga em meu peito, dilata e adormece
É insistente e revolta, estridente e apática
É minha quando me apodrece, me completa quando me estraga
Não quero tê-la e não quero dá-la.
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
A menina
Ela estava ao longe,
paralisada, cabelos ao vento, ar de intocada. Delicada e firme ao mesmo tempo, amparava-se em um banco verde, com pés descalços,vestindo um suéter surrado. Percebiam-se as lágrimas em sua face, as unhas negras dos resquícios da longa e solitária caminhada.
Ela estava ao longe, mas sentia-se de tão perto o odor amargo de sua mágoa.
Em delírio se banhou na chuva ácida que caia no fim daquela tarde, e partiu, como quem termina uma jornada, com os pés descalços e os cabelos lhe combrindo o medo na face.
paralisada, cabelos ao vento, ar de intocada. Delicada e firme ao mesmo tempo, amparava-se em um banco verde, com pés descalços,vestindo um suéter surrado. Percebiam-se as lágrimas em sua face, as unhas negras dos resquícios da longa e solitária caminhada.
Ela estava ao longe, mas sentia-se de tão perto o odor amargo de sua mágoa.
Em delírio se banhou na chuva ácida que caia no fim daquela tarde, e partiu, como quem termina uma jornada, com os pés descalços e os cabelos lhe combrindo o medo na face.
Do meu amor desconexo
Hoje talvez não haja poesia no que eu diga,
talvez não haja mistério, talvez não haja novidade.
Hoje talvez falar me sangre o peito, do que não sei direito, do que não tem explicação.
Hoje talvez minha noite seja assim embalada, pelas cordas dedilhadas do seu violão melancólico, de seus dedos sem direção.
Talvez eu fique sem memória, e sem lógica invente uma história para que me dê perdão.
Hoje talvez eu fale do que se transforma, do que me acende alma, do que me tortura este fûnebro coração. Talvez eu fale do olhar de calma, do falar de brisa, do cheiro da noite enluarada. Talvez eu queira porque não consigo, porque cada dia é mais um dia e mais um dia.
Só quero falar do que me rasga, do que me leva as alturas, sem que meus pés tire do chão.
Só quero saber do teu jeito de menino, do teu trazer a calma quando me perco no vão. Hoje lhe quero, mas o peito rebate, já sinto ser tarde,e o que tanto quero já nem carece explicação!
Hoje eu não tenho nexo, hoje talvez não haja, hoje talvez não seja, hoje talvez eu fique, talvez eu fale um pouco mais.
talvez não haja mistério, talvez não haja novidade.
Hoje talvez falar me sangre o peito, do que não sei direito, do que não tem explicação.
Hoje talvez minha noite seja assim embalada, pelas cordas dedilhadas do seu violão melancólico, de seus dedos sem direção.
Talvez eu fique sem memória, e sem lógica invente uma história para que me dê perdão.
Hoje talvez eu fale do que se transforma, do que me acende alma, do que me tortura este fûnebro coração. Talvez eu fale do olhar de calma, do falar de brisa, do cheiro da noite enluarada. Talvez eu queira porque não consigo, porque cada dia é mais um dia e mais um dia.
Só quero falar do que me rasga, do que me leva as alturas, sem que meus pés tire do chão.
Só quero saber do teu jeito de menino, do teu trazer a calma quando me perco no vão. Hoje lhe quero, mas o peito rebate, já sinto ser tarde,e o que tanto quero já nem carece explicação!
Hoje eu não tenho nexo, hoje talvez não haja, hoje talvez não seja, hoje talvez eu fique, talvez eu fale um pouco mais.
terça-feira, 2 de novembro de 2010
A Volta...
Já faz muito tempo que não passo por aqui, Ventre é refúgio para minhas sandices, mas as tenho guardado a sete chaves, além do mais, tenho um bloqueio descompassado com as teclas da modernidade. As vezes parece que nasci a mil anos, gosto de meus rabiscos, a visão do conserto me extasia, ainda que pareça loucura aos olhos dos navegantes do modernismo virtual. Gosto de minhas setas fazendo e desfazendo todo o contexto, dando forma e sentido ao que não faz sentido para mim.
Tantas coisas aconteceram neste meu recesso de memórias e visualizações ortográficas, fui pudica e leviana ao mesmo tempo, berrei mil vezes minha liberdade, mas irônicamente me algemei aos preconceitos do passado, na verdade, coloquei em meus pulsos uma algema breve, só para provar, fazer teste com a sobrevivência pós amor de juventude. Beijei, e como beijei na boca do azar, também dormi com ele mas de uma maneira diferente, para que ele tivesse de mim repulsa eterna e não ousasse, pelos tempos, cruzar meu caminho. Tudo bem! Tudo bem! Isto é um pouco, só um pouco.
Agora fecunda no Ventre uma nova fase, minhas idéias embrionárias tomam forma novamente, o que sou, em parte, deixo aqui como registro de minha doce e assumida loucura. Tudo muito pessoal muito e informal, mas de dentro, do fundo da alma.
Do que sei é que adoro compartilhar este meu lado confuso, sem início nem fim, essa explosão “litero- simbólica” de meus hormônios.
Tantas coisas aconteceram neste meu recesso de memórias e visualizações ortográficas, fui pudica e leviana ao mesmo tempo, berrei mil vezes minha liberdade, mas irônicamente me algemei aos preconceitos do passado, na verdade, coloquei em meus pulsos uma algema breve, só para provar, fazer teste com a sobrevivência pós amor de juventude. Beijei, e como beijei na boca do azar, também dormi com ele mas de uma maneira diferente, para que ele tivesse de mim repulsa eterna e não ousasse, pelos tempos, cruzar meu caminho. Tudo bem! Tudo bem! Isto é um pouco, só um pouco.
Agora fecunda no Ventre uma nova fase, minhas idéias embrionárias tomam forma novamente, o que sou, em parte, deixo aqui como registro de minha doce e assumida loucura. Tudo muito pessoal muito e informal, mas de dentro, do fundo da alma.
Do que sei é que adoro compartilhar este meu lado confuso, sem início nem fim, essa explosão “litero- simbólica” de meus hormônios.
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