Por Graci Felix
Não é seguro abrir a porta
quando o desejo rebate e insiste em romper o silêncio,
quando o anseio de liberdade ecoa,
quando o raiar do sol ilumina a retina.
Não é seguro destravar as janelas
quando a ousadia se cansa das grades,
quando o cheiro do mundo me invade,
quando as noites são de lua cheia.
Não é seguro quebrar as correntes
quando o mar se revolta e acasala com as estrelas,
traindo a natureza em alto som de êxtase.
Não é seguro cortar as amarras,
Não é seguro tirar a casca,
Não é seguro respirar com calma.
domingo, 21 de agosto de 2011
quarta-feira, 11 de maio de 2011
SOBRE SONHOS E CORRENTES
Por Graci Felix
Era como corrente em meus pulsos,
Mesmo que eu não soubesse o motivo que me levava ao encontro deste sentimento
Era tão real que me desorientava, que me dominava
Era como se me empurrassem em um porão sombrio e gélido
Como se minhas malas fossem pedras, carregadas com apatia e furor
Era como se as palavras, que me invadiam naquele lugar vazio e sem nexo,
me atordoassem e quebrassem meu encanto
Nada mais fazia sentido, tudo era metáfora mal aplicada.
Era como um pesadelo, daqueles que você grita e ninguém ouve, daqueles que você corre mas não sai do lugar
Era assim, sem brilho, sem propósito, sem êxito
Eu estava escravizando meus ideais com ilusões práticas, fazendo com minhas possibilidades o mesmo que fizeram com meus ancestrais
Não eram as pessoas, mas a falta de desejo que as rodeava...
a falta de liberdade que as acomodava
Era o brilho em meus olhos aprisionado, este que me torturou por dias, por anos, por quase uma década.
Era como corrente em meus pulsos,
Mesmo que eu não soubesse o motivo que me levava ao encontro deste sentimento
Era tão real que me desorientava, que me dominava
Era como se me empurrassem em um porão sombrio e gélido
Como se minhas malas fossem pedras, carregadas com apatia e furor
Era como se as palavras, que me invadiam naquele lugar vazio e sem nexo,
me atordoassem e quebrassem meu encanto
Nada mais fazia sentido, tudo era metáfora mal aplicada.
Era como um pesadelo, daqueles que você grita e ninguém ouve, daqueles que você corre mas não sai do lugar
Era assim, sem brilho, sem propósito, sem êxito
Eu estava escravizando meus ideais com ilusões práticas, fazendo com minhas possibilidades o mesmo que fizeram com meus ancestrais
Não eram as pessoas, mas a falta de desejo que as rodeava...
a falta de liberdade que as acomodava
Era o brilho em meus olhos aprisionado, este que me torturou por dias, por anos, por quase uma década.
domingo, 24 de abril de 2011
Vão lhe dizer que não pode, que o fundamental é manter os pés no chão, que o destino pode ser cruel e arriscado e que deve-se pensar duas vezes antes de cruzar a ponte.Você vai perceber que o fundamental é deixar a mente voar, que o destino é seu companheiro ideal, e que a ponte...o melhor da ponte está do outro lado.
Graci Felix
Graci Felix
terça-feira, 22 de março de 2011
Meu menino guia
Por Graciele Felix
Me bate uma tristeza estranha no peito
um soluço com precedentes, uma lacuna no ser
Me invade uma ira calada...
Queria tê-lo nos braços, acalmar os teus medos
e niná-lo no leito...
Meu menino guia!
Ele traz nas mãos os grilhões de coragem,
a paz em sua imagem, o sorriso no olhar
Vivifica a mortandade nos caminhos
e retira os espinhos das mãos dos iguais
Ele tem seu corpo marcado pela história de um povo,
um registro tosco de uma luta voraz
Ele agora é só um menino, mas seu brilho de alma
espanta o breu desigual
Ele vem em carisma envolto,
traz na vida seu grande tesouro,
meu guerreiro vivaz.
Para meu irmão, meu filho, meu guia Herivelton Felix.
Me bate uma tristeza estranha no peito
um soluço com precedentes, uma lacuna no ser
Me invade uma ira calada...
Queria tê-lo nos braços, acalmar os teus medos
e niná-lo no leito...
Meu menino guia!
Ele traz nas mãos os grilhões de coragem,
a paz em sua imagem, o sorriso no olhar
Vivifica a mortandade nos caminhos
e retira os espinhos das mãos dos iguais
Ele tem seu corpo marcado pela história de um povo,
um registro tosco de uma luta voraz
Ele agora é só um menino, mas seu brilho de alma
espanta o breu desigual
Ele vem em carisma envolto,
traz na vida seu grande tesouro,
meu guerreiro vivaz.
Para meu irmão, meu filho, meu guia Herivelton Felix.
domingo, 13 de março de 2011
Sobre esquecer
É como se me apontassem um punhal,
Como se me exigissem escolhas,
me propusessem uma realidade subjugada à mentira
É como se me torturassem
e em mim criassem mundos paralelos e viventes
Como se me envolvessem com máscaras
e me surpreendessem no abismo
É como um labirinto sem opção de chegada
Sem lembrança do caminho de partida
É como se retrucassem e emudecessem meus lábios
como se me desamparassem, e me sacrificassem
Tornando frívolo meu medo
É como se me fingissem escancaradamente,
E duelassem com minhas certezas
É como se eu já não fosse...
Como se eu tivesse esquecido o que era.
Como se me exigissem escolhas,
me propusessem uma realidade subjugada à mentira
É como se me torturassem
e em mim criassem mundos paralelos e viventes
Como se me envolvessem com máscaras
e me surpreendessem no abismo
É como um labirinto sem opção de chegada
Sem lembrança do caminho de partida
É como se retrucassem e emudecessem meus lábios
como se me desamparassem, e me sacrificassem
Tornando frívolo meu medo
É como se me fingissem escancaradamente,
E duelassem com minhas certezas
É como se eu já não fosse...
Como se eu tivesse esquecido o que era.
quinta-feira, 10 de março de 2011
Ao Lamento...
Lamento!
É só o que posso
depois de ter-me atormentado os dias
de ter tornado sal minha alegria,
depois de ter rompido nosso elo
e aniquilado minhas lembranças
Lamentar é só o que me cabe
Mirar tua face turva e eternizar teu olhar de culpa
Repousar em teu peito sem dono,
"estilhaçar" meu amor profano
e entorpecer por engano teus delírios e apelos
Lamentar me sangra a alma!
Me resta endeuzar o tempo
lamentar se por apatia e medo
se por loucura e apego
fiz preso nosso grito de liberdade.
É só o que posso
depois de ter-me atormentado os dias
de ter tornado sal minha alegria,
depois de ter rompido nosso elo
e aniquilado minhas lembranças
Lamentar é só o que me cabe
Mirar tua face turva e eternizar teu olhar de culpa
Repousar em teu peito sem dono,
"estilhaçar" meu amor profano
e entorpecer por engano teus delírios e apelos
Lamentar me sangra a alma!
Me resta endeuzar o tempo
lamentar se por apatia e medo
se por loucura e apego
fiz preso nosso grito de liberdade.
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